Em meio a grande quantidade de prédios de luxo e construções históricas, no nobre e conservador bairro Vila Mariana, encontra-se um pequeno espaço, que apesar dos seis meses de vida, carrega uma longa história de enfrentamento. A ideia de se sentir indesejado em algum lugar pode soar assustadora em geral, mas não para o Bar Motim.
Na última noite de Inferninho, Mundo Video e dadá Joãozinho transformaram o porão da Casa de Francisca em um laboratório sonoro, apresentando um EP recém-criado para um público que, com muito prazer, topou ser cobaia voluntária.
Vindo de Itaquaquecetuba, o Nigéria Futebol Clube ocupou o palco do Porta, em São Paulo, no dia 1º de agosto, transformando um show em ritual libertário de groove e fúria.
Quem produz o som que faz você dançar? Com estrutura própria e o compromisso de dar visibilidade a quem faz o som acontecer, o Bar Motim, na Vila Mariana, foi palco da vigésima edição da Batalha dos Beats. No dia 26 de julho, beatmakers de diversas regiões se reuniram para duelar pelo beat mais potente da noite.
Na noite do dia 11 de julho, um primeiro andar no Estúdio Lâmina, espaço cultural no centro de São Paulo conhecido por abrigar eventos de arte experimental e resistência Cuir, foi tomado por ruídos, vozes, corpos e pulsações. Era mais que uma festa. Era mais que um evento. Um experimento sensível, onde artistas encontravam novos artistas pela proposta do microfone aberto.
Na sexta-feira (18), o quarteto Tutu Naná e o quinteto (que às vezes vira sexteto) Tubo de Ensaio se apresentaram em mais uma edição do Inferninho Trabalho Sujo, na Ocupação Fervo, perto da estação Água Branca. Ali, a música conduziu histórias, seguindo pelos trilhos como um trem em alta noite.
Após um ano sabático, Marco Antônio Benvegnú não volta apenas aos palcos, mas também às andanças. Nascido em Passo Fundo (RS), ficou conhecido pela poesia torta e pela psicodelia estranha que carrega em seu projeto musical “Irmão Victor”. Fora dos palcos, seu jeito andarilho já o levou a percorrer diversas cidades do Brasil e até mesmo Toulouse na França. Em entrevista ao Desconhecido Juvenal, contou que suas composições nascem das caminhadas que faz por onde passa. “Micro-Usina” (2024), seu último lançamento, por exemplo, carrega em cada faixa letras escritas em lugares diferentes. Agora, de volta a São Paulo, fica a pergunta: como a cidade grande inspira o poeta em movimento? E nessas mudanças, o que muda? E o que fica?
O último Inferninho Trabalho Sujo (18), festa carimbada das noites de São Paulo, marcou presença na Ocupação Fervo pela primeira vez e foi palco dos shows das bandas Tubo de Ensaio e Tutu Nana. Alexandre Matias, organizador, contou sobre a origem da festa e sua importância para divulgar novas bandas no período pós-pandêmico.
Clipe da faixa “Dance” foi exibido gratuitamente na Comunidade Cultural Quilombaque, em Perus, em clima de celebração, reafirmando os laços do coletivo com as causas que movem sua música.
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